no último post eu enchi a bola do preto falando que ele resolvia bastantes problemas. Sim, isso é verdade, mas tem-se que tomar cuidado com uma coisa quando se utiliza ele.
em imagens impressas, as cores são posicionadas em retículas , uma maneira de se conseguir tons intermediários ( o famoso degradê). nessa restícula as cores são dispostas em diferentes ângulos, geralmente o preto ou a cor mais visível a 45°, o ciano a 75°, o magenta 45° e o amarelo a 0°.

fonte da imagem: http://home.sharpdots.com/resources/color.cfm?HDID=GP
Acontece que quando se usa apenas o preto “k” para imprimir alguma área apenas um “ângulo” da rosácea é preenchida, assim, o preto fica “transparente”, ou seja ele não preenche totalmente a área impressa. Caso essa imagem preta esteja sobreposta a uma outra imagem do fundo, que utiliza outras cores, essa imagem aparecerá. Isso gera uma estranha sensação e incomoda o olho. Muitas vezes só se descobre isso quando o material já foi impresso, por isso é preciso tomar cuidado com esse fator. Programas como o Illustrator permite que você configure o preto na impressão para ser sempre o preto “rico”, ou seja, não transparente.
Esse é um exemplo de preto transparente retirado de um cartaz de divulgação de uma balada. Eu dei uma pequena arrumada nas cores dele no photoshop para que ficasse mais claro o que quero mostrar. no primeiro exemplo, olhe como a faixa preta transparece a continuação do desenho à direita e , talvez o pior, olhe como no segundo exemplo, a faixa revela o resto do quadro branco.
aí fica um outro conselho: cuidado com as gambiarras. Por mais que na maioria das vezes elas resolvam os problemas,
pode ser que alguma vez venha dar ”zica” e o feitiço virar contra o feiticeiro. é o caso desse quadro branco, que poderia facilmente ter sido reduzido para não invadir a faixa preta, mas foi apenas coberto.
quando for necessário refazer um trabalho, é muito chato consertar um remendo ( porque muitas vezes é difícil lembrar o que se fez, ou esse remendo não tem mais volta)


20 Setembro, 2007 às 11:55 am |
Origem do CMYK
http://www.amppe.net/site/pdf/cmyk.pdf
22 Março, 2008 às 9:48 am |
Quando mandamos a peça para impressão, devemos ativar no software (quando disponível) a opção “overprint” ou então no RIP (programinha que converte os pixels de nosso layout em retículas). Quando ativamos o overprint, onde over 100% de preto — exceto em fotografias ou demais imagens bitmap — ele sobrepõe essa área preta sobre todas as demais cores. Mas deverá realmente haver algo debaixo do preto, pois o RIP não vai adivinhar isso. Normalmente o overprint é “default” em textos, ou seja, o texto em preto vem sempre (ou deveria vir) sobreposto aos demais elementos.
Outro caso em que devemos dar overprint, além do preto, são em cores especiais opacas como prata e dourado. Elas são impressas normalmente por último por se sopreporem naturalmente às demais. Mas se não dermos o overprint nelas, cria-se uma reserva (um espaço em branco) para elas, o que seria um problema em caso de erro de registro.
22 Março, 2008 às 1:21 pm |
Ah, e lembrei também de uma coisa… Li em algum lugar, não lembro onde, que o K de CMYK vem de “key-color”, cor-chave, responsável pelo contraste na imagem.