
Acho que o nome já diz bastante sobre o que é esse contraste. Como não poderia deixar de ser, a expressão máxima dele se dá entre o branco e o preto. Entretanto entre eles, existe uma enorme quantidade de tons de cinza. Mesmo um observador bem treinado pode ter dificuldades para diferenciar alguns desses de tons, principalmente os mais próximos.
Ainda mais difícil é comparar a luminosidade entre os “tons cromáticos”. A melhor maneira de se fazer isso é compará-los aos tons não cromáticos (cinza, preto e branco). Ao fazer essa comparação percebe-se que o amarelo é o tom puro, de maior luminosidade ( vale lembrar que estamos trabalhando com a roda de cor do Itten), enquanto o violeta é a cor de menor luminosidade.
Goethe, no seu livro “teoria das cores” determinou valores proporcionais a luminosidade dos tons cromáticos. o maior valor, para o tom mais luminoso e o menor para o menos:
amarelo = 9
laranja = 8
vermelho = 6
verde = 6
azul = 4
violeta = 3
Um dos fatores que dificultam a comparação da luminosidade entre 2 ou mais tons cromáticos é o fato das cores frias, parecem transparentes, sem peso e claras, enquanto os tons quentes parecem opacos, pesados e escuros.
Outro problema que ocorre é que a claridade de um tom varia de acordo com a iluminação a que ele é submetido. Assim vermelho, laranja e amarelo aparecerão mais escuros com iluminação reduzida. Por isso uma obra-de-arte que fica exposta no interior de uma igreja escura, é maravilhosa dentro dessa igreja, mas quando colocada a luz forte, perde suas qualidades. E por isso, também, as mulheres usam maquiagem mais pesada para sair a noite.
Quando se começa a trabalhar com cores, descobre-se que uma cor que serve para um projeto, certamente não servirá em outro. Percebe-se que o vermelho parece muito mais vívido quando colocado entre tons escuros, enquanto o amarelo é muito mais vívido quando colocado entre tons com a mesma luminosidade ( que parecem desbotados, quase transparentes). por isso é importante saber como as cores se comportam, estar atento às suas sutilezas.
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você deve ter achado lindo isso, mas deve estar achando quase impossível fazer a comparação de luminosidade entre tons, seja entre tons cromáticos e tons cromáticos, com não cromáticos. Ainda mais quando se está tentando pôr essa teoria em prática. Aqui vai uma preciosa dica. Quando se estiver trabalhando em programas gráficos, para comparar a luminosidade entre tons, transforme-os em tons de cinza… (famoso Gray Scale). Essa transição nunca é perfeita, mas dependendo do software, é extremamente próxima da realidade ( e infinitamente mais precisos que nossos olhos). Com ela você poderá provar que a escala proporcional feita por Goethe está absurdamente correta ( vai ter olho bem treinado assim lá na …). Além disso, você pode se impôr desafios de comparação entre tons para treinar seu olhar, e usar esse recurso como gabarito.
mais informações sobre luminosidade no contraste por extensão