mais sobre harmonia

4 março, 2008

quando pensamos em harmonia ainda podemos tratar de alguns tipos especiais de combinações de cores que garantem harmonia. Esses tipos em particular não estão descritas no livro do Itten.  E confesso que para mim será mais difícil explicá-los, pois aparentemente não possuem contraste simultâneo ( estou pesquisando-os). Porém acho que vale a pena citá-los.

Harmonia entre tons análogos

essa harmonia ocorre entre tons vizinhos na roda de cor.

harmonia analoga 

 a natureza nos presenteia com alguns exemplos desses…

veja esses tons separados da paleta de cores dessa imagem,  pode-se considerá-los análogos.

cor-analoga.jpg

o uso desse padrão cromático  transmite uma sensação de uniformidade à imagem, pois as cores possuem uma base parecida. Há entretanto um contraste muito pequeno entre os tons, o que pode resultar em uma monotonia imensa.


harmonia cromática 2

30 novembro, 2007

no primeiro tópico sobre harmonia cromática ficou bastante teórico e sem exemplos práticos. na verdade até fiz uma piadinha sem graça scom a imagem escolhida (nada contra o harmonia do samba) . Mas a intenção era essa mesma. é preciso desmisitificar a palavra harmonia. Nada de numerologia, gosto pessoal, estado de espírito ou contato com o seu e “eu-interior”.

nesse tópico tentarei trazer o tema um pouco mais para a prática.
Outro dia estava ouvindo uma canção e ela me chamou atenção por falar de cores. De maneira poética, o autor canta um pouco da teoria de cores em especial mistura de cores e harmonia. Não há dúvidas que o autor escreveu essa estrofe de maneira bastante consciente. A canção se chama “Gray Street” da Dave Matthews Band, vejam só :

“There’s loneliness inside her                                               
And she’d do anything to fill it in                                          
And though it’s red blood                                                      
Bleeding from her now                                                          
It feels like cold blue ice in her heart                                   
When all the colors mix together                                         
To grey                                                                                     
And it breaks her heart”                                                       

Há solidão dentro dela
 E ela faria qualquer coisa para preenchê-la
 E embora seja sangue vermelho
Jorrando dela agora
Parece gelo azul e frio no seu coração
Quando todas as cores se misturam e
Se transformam em cinza
 E parte seu coração”

tradução retirada do site http://www.dmbrasil.net

é lindo  ver  como o “azul gelado”  anula o “vermelho do sangue”,  e como todas as cores misturadas geram o cinza . Nesse caso, o cinza é uma cor triste, vazia  sem vida. Essa é uma característica  de composições harmônicas,  serem estáticas. Entretanto, o que é visto de forma negativa aqui, é de enorme utilidade para um designer. 

A ausência de harmônia pode ser usada para reforçar a característica viva, e quente de algo que se baseia em tons próximos ao vermelho. Ou ainda à sensações frias e tristes, quando baseadas no azul. Mas, muitas vezes é preciso que, antes de passar qualquer sentimento, a composição seja estática. Ainda mais ,se for algo no qual se é obrigado a passar um bom tempo olhando. Um exemplo é de um escritório que tinha um enorme quadro em tons quentes ( amarelo vivo e laranja) na parede, eu imaginava o quanto isso incomodava quem sentava bem à sua frente , ao mesmo tempo imaginei que se fosse um quadro de predominância de tons  frios, a mesma pessoa não conseguiria ficar acordada após o almoço.

A harmonia de cores pode ser uma característica muito deseja em relatórios de grandes empresas, ou qualquer material que necessita transmitir seriedade  e solidez. Para quem trabalha com clientes como Banco Safra cujo slogan é ” Tradição Secular de Segurança, justificar a arte de uma peça através da harmonia cromática pode ser  base para uma argumentação de peso.

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Para se trabalhar com harmonia cromática é preciso conhecer bem a roda de cores. 

 A maneira mais fácil de alcançar harmonia é através do uso de 2 cores complementares. Para isso é só pegar 2 tons opostos na roda de cor e pronto, você tem uma relação harmônica.  tudo bem, mas não é tão simples assim, existem outros fatores que influenciam e  sugiro que vocês dêem uma olhada em contraste por luminosidade e contraste por extensão .

 o exemplo a seguir já foi usado aqui no blog e é, talvez, uma das constuções harmônicas mais simples, pois como o verde e o vermelho possuem a mesma luminosidade, para estarem em harmonia podem ocupar a mesma a mesma área.

diferenca-de-extensao-harmonia.jpg

infelizmente quase nada do mundo tem essa aparência de Kilt escocês, o que dificulta bastante nosso trabalho.

 É extremamente difícil mesmo quando apenas 2 cores predominam, dizer claramente se algo é perfeitamente harmônico ou não. No entanto é possível ficar atento a vestígios.

Passando para a arte é possível identificar que em diversos quadros, o Monet trabalhava de “maneira harmônica”  (e não pense que era de forma acidental).   perceba como o terço superior, tanto quanto o inferior são dominados pelo azul, enquanto o terço central é dominado por uma faixa alaranjada. olhe como esse “equilíbrio harmônico” entre as cores, reforça a  tranquilidade do quadro.


Monet é uma daquelas pessoas que eu gostaria de ter conhecido, ou pelo menos visto ele, mesmo que de longe, trabalhando.

depois continuamos com harmonia…


Contraste por extensão

31 outubro, 2007

Esse é o  último tipo de contraste a ser estudado. Ele diz a respeito da área que a cor ocupa em uma composição. A extensão e a luminosidade são as duas características capazes de alterar a força de uma cor. Para que uma composição seja harmônica, esses dois fatores precisam ser cuidadosamente ajustados.

Goethe, determinou uma relação proporcional entre as luminosidades das cores (o maior valor equivale a cor mais luminosa).

amarelo     = 9
laranja       = 8
vermelho  = 6
verde        = 6
azul           = 4
violeta      = 3  

(ver mais no contraste por luminosidade)

Para que seja construída uma relação equilibrada entre dois tons, é necessário que a diferença da luminosidade entre eles seja compensada pela diferença entre suas extensões. Ou seja, o amarelo que é três vezes mais luminoso do que o violeta, precisa ser três vezes menos extenso do que o violeta. O laranja que é duas vezes mais luminoso do que o azul, precisa ser duas vezes menos extenso do que o azul. O verde e o vermelho, que possuem a mesma luminosidade, precisam ter a mesma extensão.

extensao1.jpg

 

é preciso , no entanto, ficar atento pois esses valores servem apenas para as cores em sua máxima pureza. Caso a pureza das cores mude, a relação entre elas mudará também. Você pode resolver isso transformando os tons em tons de cinza e, assim, descobrir a relação de luminosidade entre eles.

Mas e a utilidade disso?

Quando se brinca com essa relação de extensão, se obtém diferentes resultados.

Nesse exemplo, será usado  a relação entre tons vermelhos e verdes de mesma luminosidade. Assim, variações de extensão serão mais visíveis ( espero… ).

diferenca-de-extensao.jpg
O vermelho, quando  apresentado em pequena extensão assume enorme força, se torna muito mais vívido, como se quisesse compensar a desvantagem em que se encontra. Ele chama atenção justamente por estar em menor tamanho… (ótima justificativa para se usar para aquele cliente que acredita que a única maneira de chamar mais atenção para um elemento, é aumentando o seu tamanho).

 O contraste de extensão pode ser utilizado para intensificar e modificar todos os outros tipos de contraste. Saber usá-los em conjunto exige treino, mas traz excelentes significados.
 

Portanto, um trabalho que pretende valorizar o efeito das cores, precisa determinar a extensão das formas e áreas a partir delas e não o contrário. É a relação entre cores que determinará a extensão e a proporção das formas. O quê, entretanto, dificulta se trabalhar com o contraste de extensão é o fato de que as cores nem sempre se encontram em formas claras, delineadas e puras.


Contraste por saturação

4 outubro, 2007

Esse é o contraste entre a pureza das cores. Quando uma cor é adicionada a outra, elas perdem saturação( é como se as cores fossem diluídas). Já, quando se retira uma cor da outra, as cores se tornam mais concentradas. A diluição da cor, ou dessaturação pode ser feita através da mistura dessa cor com o branco, ou o preto, ou o cinza.

dá para perceber isso quando se olha para a esfera de cores.

O seu núcleo é cinza, um dos seus polos é branco enquanto o outro é preto. Os tons se encontram plenamente saturados no equador, na maior distância possível do núcleo e dos polos. 

veja nos exemplos abaixo…

a primeira imagem é a original, a imagem à sua direita é dessaturada com o cinza, a primeira da linha de baixo é dessaturada com preto e a última com o branco

saturacao.jpg

a dessaturação ainda pode ser feita através da soma de tons complementares ( perceba também como a soma de tons complementares resulta no cinza)

soma-de-tons-complementares.jpg

ah, não poderia deixar de agradecer a Renata Polydoro, ou simplesmente Rena Poly, por me emprestar o desenho dela. ela possui um blog em que expõe os trabalhos dela, vale a pena conferir,  ela possui ilustrações muito interessantes, principalmente as mais estilizadas. 


um breve adendo

22 setembro, 2007

“- Doutor o que posso fazer para meus dentes ficarem mais brancos?
– Tente usar uma camisa preta.”

Essa piadinha está presente em um texto* que estou lendo sobre comportamento do consumidor e me chamou a atenção para um conceito importante que eu ainda não havia falado aqui no blog, que é chamado no texto de “percepção por contraste”.  Como temos visto, o contraste é essencial na percepção das cores e seus efeitos.

 Esse tópico pretende mostrar um efeito que ocorre quando se faz qualquer tipo de comparação. Uma característica ( tangível ou intangível) de um corpo, será sempre reforçada quando for contrastada com a cararterística de outro corpo”.

Assim, uma pessoa feia parecerá mais feia, se comparada com alguém considerada bonita.

Passando isso para as cores…

contraste-comparacao.jpg

um  mesmo quadrado cinza parecerá mais claro, quando colocado em meio a um fundo escuro e mais escuro quando colocada diante de um fundo branco. Isso também serve para intensificar os outros tipos de contraste, não apenas entre claro e escuro.

Conhecer esse princípio ajuda muito  quando se quer dar ênfase a algo e ajuda, como sempre, a prever alguns efeitos indesejados.

Por falar em efeitos indesejados, olhe como nosso cérebro é enganado nessa imagem. Os quadrados A e B possuem exatamente a mesma cor,

 

O cérebro tenta interpretar os quadrados como eles são em um tabuleiro, ou seja, com alternância entre claros e escuros. Por isso “não aceita” que os quadrados “A” e “B” sejam da mesma cor, além disso o  quadrado “A” está envolvido por quadrados mais claros, enquanto o “B” por mais escuros, o que faz suas características serem reforçadas.

esse exemplo foi feito por Edward H. Andelson e em seu site existem vários outros estudos de percepção.  

*Cialdini, R., 1993. Influence  Science and Pratice.


Contraste simultâneo

15 setembro, 2007

O exemplo da bolinha verde que surge quando as bolinhas de tom rosa desaparecem, mostrados no último tópico  prova como o olho busca constantemente entrar em equilíbrio. Isso acontecerá sempre, independente da nossa vontade. 

Essa busca do olho não pode passar despercebida quando se trabalha com cores. Pois muitas vezes, por tentar estar em equilíbrio, o cérebro interpreta as cores de maneira diferente de como elas são de verdade. Isso pode gerar efeitos interessantes, como também ferrar tudo.

O contraste simultâneo é uma conseqüência do trabalho do olho pela busca de equilíbrio. Ele ocorre sempre  que o olho é sensiblizado por uma cor. A partir desse instante, o olho procura o tom complementar a essa cor , para que esses tons se anulem e ele possal voltar ao seu estado de equilíbrio inicial. Quando o olho encontra esse tom complementar e consegue se anular, consegue-se  a  famosa “harmonia cromática” (esse é um conceito que será desenvolvido mais a diante).
Entretanto, quando o olho não encontra o tom complementar, ele a projeta em algum tom qualquer localizado próximo a cor original. Dessa forma, cada cor assume um pouco do tom complementar de outra.

veja no exemplo abaixo

contraste-simultaneo.jpg

Nessa imagem, o quadrado cinza escuro e o quadrado verde possuem a mesma luminosidade. já os dois quadrados cinzas centrais são exatamente iguais. No entanto, o quadrado que está dentro do quadrado verde está avermelhado.  O que acontece é que nosso cérebro, tentando anular o verde, projetou no cinza a cor vermelha. O cinza, por ser um tom neutro, é muito mais suscetível a receber influência dos outros tons.

é interessante notar  que o cinza deixou de ser uma cor neutra e morta e assumiu um novo e totalmente diferente valor. Essa é uma das características que tornam o cinza uma cor especial, ele é extremamente sensível as cores que se localizam próximas a ele (principalmente se essas tiverem a mesma luminosidade dele).

Com pequenos ajustes pode-se  de itensificar ou anular esse efeito ( clique na imagem para vê-la em maior tamanho, talvez seja mais fácil perceber:

contraste-simultaneo2.jpg

No quadrado cinza à esquerda, o efeito do contraste simultâneo é reforçado, pois foi adicionado um pouco de azul a ele. O quadrado central possui o tom o cinza neutro, nele o efeito do contaste simultâneo está presente, entretanto não é reforçado nem anulado. No quadrado à direita, o efeito do contraste simultâneo é anulado, pois foi adicionado a ele um pouco de laranja.

Itten conta que em uma tecelagem, havia uma série de gravatas vermelhas com listras pretas não eram vendidas, pois as pessoas acreditavam que as listras eram verdes.  Se eles pintassem as listras levemente de marrom, o problema seria resolvido.

Outra maneira de se reduzir o contraste simultâneo é colocando cores de diferentes luminosidades próximas umas às outras. O contraste claro-escuro reduz a o efeito simultâneo

 Apesar do cinza ser a cor em que é mais fácil se perceber esse efeito, o contraste simultâneo  pode acontecer em em todas as cores.  Nesses casos, cada cor tenta transformar a outra em sua complementar, ambas perdem suas características intrínsecas e assumem outras totalmente novas. A estabilidade que é alcançada ao secriar uma composição harmônica é quebrada. Aquilo que a natureza físico-químca das cores dizem, não é aquilo que o cérebro interpreta.

Conhecer o efeito da simultaneidade é extremamente importante para se criar um sentido novo, irreal e surpreendente para as cores ou então para  evitar de se cometer grandes erros. Olhe as fotos abaixo, na fotografia de fundo alaranjado, o arroz assume ( ou deveria assumir) um aspecto azulado (olhe principalmente nas sombras).

arroz.jpg 

ah, o arroz nos pratos é igual em ambas  as fotos.

o efeito nesse caso está bastante sutíl, estou procurando outro melhor para exemplificar esse tópico.


contraste de cores complementares

5 setembro, 2007

 a camiseta abaixo é um  exemplo, no mínimo estranho, de cores complementares (infelizmente, por imprecisão dos monitores, as cores variam muito de computador para computador, mas ainda assim acredito que em muitos monitores, a foice e o martelo parecem vibrar – questão 6 lá do começo do blog). 

 

Para não haver dúvidas, sobre o que é um bom uso da teoria das cores complementares, vou apelar para um cara F… pra C… . Esse quadro do Van Gogh ( o tal que eu falei que é F… pra C…), usa uma seleção de tons semelhantes aos da camiseta acima. Entretanto no Van gogh, os tons  ressaltam uns aos outros sem vibrarem. Veja como a luz do café contrasta com o azul do céu e com o escuro da noite. A luz  parece nos convidar a sair da escuridão  e a entrar nesse aconchegante local.

 

Para ser bem sincero, acho que esse é o assunto mais legal sobre contraste, principalmente porque ele influencia os contrastes que vêm a seguir.

Nas perguntas sobre cores do começo do blog, algumas delas se relacionavam a cores complementares, que lá, eu também chamei de cores opostas. A primeira característica de tons complementares entre si, é que eles se localizam em pontos diametralmente opostos na roda de cor (o mais longe possível um do outro). Assim de acordo com a roda de cores do Itten, percebe-se que o laranja é o complementar do azul, o verde é o complementar do vermelho e o violeta do amarelo. Se formos trabalhar com a roda de cores baseada nas teorias aditivas e subtrativas teremos então o azul complementar ao amarelo, o ciano complementar ao vermelho e o magenta ao verde). Vale lembrar que todos os tons possuem seu complementar.

Cores complementares podem ser definidas como tons que, quando somados, resultam no cinza médio.

Ainda falando da  soma de tons complementares, perceba que nela sempre há a participação das 3 cores primárias,

  • amarelo + violeta = amarelo + (vermelho+azul)
  • azul + laranja = azul + (amarelo + vermelho)
  • vermelho + verde = vermelho ( amarelo + azul)

Quando se retira da luz branca uma cor, a resultante das cores que sobram equivale a complementar daquela que foi retirada, ou seja, quando se retira o amarelo da luz branca, a soma dos tons que sobram é violeta.

É interessante ver que alguns pares de complementares apresentam algumas particularidades:

  • O amarelo e o violeta representam o contraste máximo entre cores puras no contraste de claro e escuro.
  • O vermelho-laranja e o verde azul representam o contraste máximo de cores quente e frias.
  • O vermelho e verde são tons complementares que possuem a mesma luminosidade.

Essas cores quando colocadas lado a lado ressaltam uma a outra. Esse é um efeito que pode trazer excelentes resultados, como ferrar tudo ( ver questão 6 do começo do blog). Quando bem usados esses tons se “equilibram”.
Este equilíbrio ocorre justamente porque a soma de tons complementares resulta no cinza médio. O cinza médio é a cor neutra. Nessa cor, o olho faz a sua dissimilação (consumo) e assimilação (regeneração) em mesma quantidade, alcançando o equilíbrio que é a base da harmonia cromática. Isso não quer dizer, que o cinza seja um tom morto, pelo contrário, mas isso é assunto que veremos adiante.  

Existem alguns efeitos fisiológicos que comprovam o contraste complementar, o primeiro é a pós-imagem. Ela ocorre quando se olha para uma luz por algum tempo. As células do olho ficam saturadas e até incapacitadas de perceber outras cores. Para que o olho volte ao seu equílibrio, o cérebro projeta a cor complementar àquela que satura o olho, para anular seus efeitos e alcançar o cinza. Chamamos isso de “pós-imagem”.

O exemplo abaixo retrata muito bem a pós-imagem.  Primeiro tente acompanhar o movimento da imagem, você verá que um círculo se apaga por vez. Entretanto quando se olha para a cruz central enxerga-se  no lugar daquele que sumiu, um círculo  de tom complementar a original.  Esse exemplo também mostra o quão dinâmico é nosso olho e retrata a sua incessante luta para estar em equilíbrio.

 

evitem olhar isso por muito tempo

a pós-imagem também pode ser justificada nesse exemplo da bandeira do Brasil. Olhe para essa imagem por uns 30 segundos e depois olhe para uma superfície branca.

O segundo efeito fisiológico que comprova  a complementariedade das cores é o contraste simultâneo que será explicado a seguir.

vou deixar aqui uma característica importante das cores complementares que fará muito sentido com os próximos tópicos.  O bom uso de tons complementares garante um efeito estático às cores, ou seja, a natureza fisico-quimica da cor coincide com a interpretação dada ao cérebro para elas. Isso pois uma cor irá anular a outra ( já que a soma delas resulta no cinza). Assimo cérebro não precisará projetar uma cor na outra. ( para entender melhor, leia o tópico de contraste simultâneo).