Esfera de cores

1 agosto, 2007

para um estudo mais aprofundado sobre a roda de cores, é necessário expandí-la para um corpo tridimensional: a esfera. Nessa esfera, desenvolvida por Philipp Otto Runge, os tons da roda de cor mostrada no tópico anterior, se localizam no Equador. Esses são os tons em suas saturações ( ou purezas) máximas. 

Em um dos polos se localiza o branco, enquanto no outro o preto. A esfera é então dividida em paralelos.

Ao se montar essa esfera  lembre-se que as cores do equador por estarem puras, não possuem a mesma luminosidade . assim, no amarelo, por exemplo, os tons intermediários entre ele e o branco, serão muito mais próximos ao  amarelo puro (variam muito menos entre si), do que os tons que intermediários entre ele o preto. Já no violeta os tons intermediários entre ele e o preto serão muito mais próximos ao tom original do que os intermediários entre ele e o branco.

é importante notar que na esfera, consegue-se trabalhar com os 3 componentes das cores: o tom, a luminosidade e a saturação. Assim, em torno do equador da esfera, há a mudança de tom, de um polo ao outro ocorre a variação na luminosidade das cores. e, por fim, quando se vai em direção ao centro da esfera, diminui-se a saturação das cores assim, quanto mais próximo do núcleo da esfera, mais próximo ao cinza esse tom se torna.

Com a esfera, é possível se estudar a relações entre diferenters cores, tons complementares, relações entre tons cromáticos e não cromáticos (cinza, preto, branco).

 esfera de cores

imagem feita por Mike Horvath e retirada da wikipedia.

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roda de cores

23 julho, 2007

O estudo de cores vem desde a antigüidade. Na Grécia antiga muito se discutiu sobre a natureza das cores. Aristóteles dizia que a cor era uma característica intrínsceca dos corpos, assim como o peso, tamanho etc. 

já no renascimento descobriu-se que as cores eram características de luz e não intrínsecas dos corpos.

Com a descoberta da dispersão da luz branca e do espectro visível da luz das cores, o estudo começou a ganhar novos rumos.

 

fonte da imagem: wikipedia

Foi por essa época que o sr Isaac Newton, resolveu organizar as cores do espectro visível em um círculo. Para isso, ele juntou as extremidades (vermelho e o violeta) do espectro. Entretanto, para tornar a progressão das cores contínua, ele acrescentou o roxo entre o vermelho e o violeta, dando a famosa roda de cores de 7 cores.

Com a evolução dos estudos de cores, se desenvolveram novos modelos de rodas de cores, e mesmo ainda hoje, há diferentes ”correntes”, que se baseiam em diferentes pontos da teoria.  É difícil saber qual o modelo ideal de roda de cores. Cada um deles possui vantagens e desvantagens.

Para quem trabalha com mídia impressa, ou internet e tv, o ideal seria se a roda de cores fosse baseada na teoria aditiva e subtrativa de cor, ou seja  a roda de cor ideal seria formada pelas cores vermelho, amarelo, verde, ciano, azul, magenta, como a imagem abaixo (essa uma versão só para demonstração, insuficiente para se trabalhar, pois falta tons terceários, mas já dá uma idéia).

roda-de-cor-sistema-de-cores.jpg

  a base dessa roda de cores é apresentada na Apostila de Fotografia e Cinematografia escrita pelo Prof. Filipe Salles, no capítulo 6 ( http://www.mnemocine.com.br/cinema/manual_cine_cap6_cor.pdf ).

O modelo que usaremos como base nesse estudo será a roda de cores desenvolvida por Johannes Itten, no livro “elements of colour”. Esse livro é um dos mais completos do assunto. Itten foi um professor da Bauhaus e em seu livro  é desenvolvido e demonstrado como as cores se relacionam através dos 7 diferentes tipos contrastes, bem como funciona a harmonia cromática, conceitos essenciais para se trabalhar com cores.

mas há outros modelos ainda usados, como o desenvolvido por Munsell. A roda de cores desenvolvida por esse, é composta por 10 cores (pois é mais fácil para nós trabalhar com números decimais), além disso,  ele substituiu o violeta pelo roxo, que faria uma transição melhor entre o vermelho e o azul.

Confesso que quando fui escrever esse tópico, fiquei assustado, afinal como poderia lidar com essas diferenças. Fui nas bibliotecas da ECA e da FAU pesquisar e percebi algumas coisas:

– há diferentes teorias de cores existentes, ainda hoje.

– a  roda de cor é uma simplificação, ela determina fronteiras aonde a mudança de cores tendem a ser constantes, formando um “degradê”.

-por serem simplificações, elas tendem ser generalistas, ou seja o que é chamado de vermelho, nelas, cobre uma área muito ampla de “infinitos” diferentes tons de vermelhos, vermelhos-laranjas, vermelhos-violetas e etc.

– se usarmos rodas de cores contínuas que nem essa aqui do kuler, ferramenta que mais tarde falarei a respeito, além de não se eliminar o problema de imprecisão, se cria mais uma dificuldade, como definir os nomes das cores?

A roda de cores desenvolvida pelo Itten , e que usaremos nesse estudo, é baseada no espectro visível ( e não a teoria subtrativa e aditiva).  Ela é formada por 12 cores, entre elas as chamadas cores primárias azul, vermelho e amarelo, que são muito próximas às cores primárias da teoria subtrativa e além disso, são usadas como cores primárias por pintores e artistas em geral. Na imagem abaixo, essas cores são mostradas no triângulo central.

há também, as cores secundárias que nascem entre a mistura de 2 tons primários. São esses tons o verde, laranja e violeta (presentes no hexágono ).

Por fim há os tons terceários ( amarelo-laranja, vermelho-laranja, vermelho-violeta, azul-violeta, azul-verde e amarelo-verde).

Os tons secundários são formados pela mistura de dois tons primários e os tons terciários pela mistura entre um tom primário e um secundário.

rodas de cores